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(Shawn olha pra todos se divertindo a sua volta. E começa a relembrar grandes momentos que viveu com Juliet desde que a conheceu).
Voltando pra realidade, finalmente decide jogar pra fora a verdade que estava engasgada a muito tempo.

“Me apaixonar por você nunca foi parte do plano, está bem?”.

Episódio dirigido por James Roday? Confere! Comédia, um criminoso pra prender, duas despedidas de solteiro, uma cerimônia e festa de casamento? Confere! Uma cena que NUNCA mais vamos esquecer? Isso não tenha dúvidas.

Podemos resumir o episódio de Psych em apenas um único parágrafo. E isso não é algo ruim… Mas antes de falarmos do fim, vamos falar do começo… após pedir sua namorada Marlowe em casamento no episódio anterior (“Cirque du Soul“; e o que me deixou injuriado no episódio foi terem cortado a proposta de casamento dele pra ela…), acompanhamos Lassie abrindo mão de um grande caso envolvendo um chefão do crime para finalizar os preparativos para sua cerimônia de casamento, que ocorrerá em apenas três dias. E deixa bem claro que não quer uma despedida de solteiro pra si.

Shawn e Gus, obviamente, fazem o contrário do desejo de Lassie e correm atrás de um amigo de infância do detetive, o panaca apelidado de “Perneta”, para fazerem a despedida de solteiro a bordo de um ônibus festeijeiro, dirigido por ninguém menos do que Henry. Tudo corre bem, o casal vai passar seus últimos momentos de solteiro juntos no resort Agua Verde, até que Shawn e Gus avistam o comparsa do chefão do crime apresentado no episódio… aquele do caso que Lassie recusou.

Para não estragarem o clima de festa que tomou conta de Lassie, afinal pra ele sempre o trabalho vem em primeiro lugar, Shawn e Gus tentam capturar o criminoso… mas, claro, Lassie o captura primeiro. A partir daí, a despedida de solteiro se torna numa investigação, Marlowe começa a ter dúvidas sobre se está fazendo a escolha certa de se casar com Lassie,  acaba sendo sequestrada, uma troca de pessoas é promovida entre Lassie e  o chefão do crime, Max Rizzo; um traveco aparece na história, Shawn tem uma visão de onde Marlowe foi parar após ser sequestrada, os bandidos correm atrás de Lassie pra estragar o casamento, tudo dá certo no final e têm uma festa de comemoração ao novo casal da série.

Arrisco a dizer que este foi o melhor episódio que James Roday dirigiu… o parágrafo acima mostra a quantidade de coisas que rolaram neste capitulo, e ele nos levou a uma direção em que tudo foi fácil e muito divertido de se entender. O cara sabe realmente o que faz por trás das câmeras… poucos são os atores que se arriscam a dirigir e escrever episódios. Roday, além de escrever e dirigir o episódio, ainda produz a série e atua em todos os capítulos, desde o primeiro episódio da primeira temporada! Méritos pra ele não faltam pra série chegar onde chegou.

E o tema musical da série descreve muito bem por que ela chegou até aqui. “Todos sabem que não digo a verdade… eles só não tem uma prova“, é o que basicamente nos passa a música “I Know, You Know“, do criador de Psych, Steve Franks. Com exceção de Gus, Henry e sua mãe Madeleine, além de Declan, um personagem que teve rápida passagem na quinta temporada, NINGUÉM mais sabe o tal segredo. No entanto, mais uma pessoa da vida de Shawn pode ser adicionada a esta seleta lista.

O casamento de Lassie, tema de todo o episódio, ficou em segundo plano após ver o que acontece no fim do episódio, que, aliás, foi de deixar qualquer Psych’o com lágrimas nos olhos. É um sentimento inevitável… sete anos de mentiras sendo jogados pra fora quando Juliet, a boa detetive que é, junta algumas pontas que Shawn deixou soltas durante o episódio e descobre que ele realmente não é um vidente. Elogiei Roday logo acima por conta de seus roteiros, produção, direção e tudo que fez na série… mas neste episódio, este em particular, ele me deu a cena mais emocionante que vi nestes mais de cem episódios.

Desde quando Henry fala pra Shawn que seria importante ele quebrar o ciclo dos Spencer, que são conhecido por fazer coisas para complicar a si mesmos, Shawn já deve ter pensando em botar toda a verdade pra fora e viver um amor sem segredos com Jules. Mas ela foi mais astuta. Quase que sem saída e não querendo mais magoar a pessoa que quer passar o resto da vida junto, Shawn olha pra todos os principais personagens da série se divertindo, respira fundo e, em seguida, tem um flashback (que matou todos nós, sem dúvida) com alguns dos maiores momentos Shules de Psych. Após recordar cena após cena, desde quando a conheceu até quando finalmente se juntou amorosamente a ela, ele toma coragem e solta um discurso que é impossível não sentir pena dele.

Tudo bem que, durante todos estes anos, ele mentiu sobre sua personalidade… mas aquela frase “Eu sou bom no que faço… e o que eu faço, é bom” é o ápice. Mostra que tudo isso começou pra tirar o seu da reta, como ele mesmo fala. Mas que se não tivesse começado, muito provavelmente não teria usado seu dom em alguma outra área que sirva de ajuda pública. Magoada, chateada, inamparável, Juliet desconta sua raiva simplesmente jogando o copo de vinho que Shawn a pouco trouxe pra ela. E a expressão de Gus no fim do episódio, sem estar em cena durante a abertura de jogo entre Shules, já deu a entender que ele sacou o porque de Juliet ter saído brava…

O episódio inevitavelmente muda o rumo da série. Ela vai esconder o segredo e voltar pro Shawn? Ou vai decidir contar pra todos a farsa que seu ex-namorado é? Ou mudar de departamento pra não trabalhar mais com nosso querido “detetive-que-não-é-vidente”? Se Shawn realmente fosse vidente, talvez ele pudesse prever o que vai acontecer e nos deixar a resposta de antemão.

NOTA:

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