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Gus: Shawn, se sairmos vivos dessa, eu juro que te mato.

Um dos grandes méritos de Psych, nestes quase oito anos de exibição da série, é saber brincar com qualquer tipo de situação. Já tivemos um tubarão e dinossauro sendo acusados de assassinato, um rapaz que acreditava mesmo ser o lobisomem, uma casa que aterrorizava mulheres e um acampamento de terror (ao melhor estilo Sexta-Feira, 13), só pra citar alguns exemplos.

É claro que, nessa lista, faltava ainda um mítico personagem que muitos apostam tudo pra provar que ele realmente existe: o Pé Grande. E chegou a vez da série explorar esta lenda, sob a batuta do sempre competente James Roday, nosso querido Shawn Spencer.

E aí é que começa o problema: desde a hora que Shawn e Gus pisam na floresta, fica mais evidente que este é um episódio completamente dispensável da série. Resumindo tudo, Shawn e Gus juntam-se a Kate e Chavo, dois estudantes que sonham em vencer o prêmio de cinema estudantil, filmando um documentário sobre a busca ao Pé Grande. Não demora muito para o quarteto atingir seu objetivo e encontrar com a criatura, que acabara de fazer mais uma de suas caças.

Até que Lassie e Jules chegam do nada, na floresta, e encontram o quarteto. A partir daí, é mil e uma confusões: o grupo foge do Pé Grande numa hilária cena (talvez a única em todo o episódio), Lassie têm o pé por pouco decepado ao pisar numa armadilha de urso, os estudantes acendem uma fogueira e liberam sua paixão interior cantando Eternal Flame, Lassie acaba por ser raptado pela criatura e consequentemente virado “churrasco” e Jules mostra que todos estes anos ao lado do detetive ranzinza fizeram muito bem pra sua experiência como policial.

Roday mostra uma competência ENORME na direção do episódio. Afinal, toda a história foi contada sob as câmeras do quarteto principal (no fim, descobrimos que estávamos o tempo todo vendo o filme final do grupo), mas no roteiro, um de seus pontos de sucesso ao longo da série, deixou muito a desejar.

Por mais que os personagens convidados do episódio tenham bastante destaque, como a garota tarada que dá título ao episódio no Brasil, ou do geek gordinho e do ótimo The Big Show, a trama simplesmente é descartável, levando rapidamente o episódio ao esquecimento, algo nada comum na série.

Uma simples frase que li num blog resume exatamente todo o meu texto: “Nunca um episódio do James Roday teve tanta cara de ter sido dirigido por Shawn Spencer“.

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